SET SUL 2015: Compartilhamento de faixa de espectro

Paulo Balduino (SET/ABERT)

Paulo Balduino (SET/ABERT)

A palestra de Paulo Balduino (Abert), “Tendências mundiais de gestão e uso do espectro” trabalhou sobre o espectro e sobre a necessidade de criar um grupo de espectro dentro da SET para analisar o tema, “cada dia mais atual porque é necessário estudar o uso do espectro”.

Para ele é fundamental trabalhar as novas abordagens de gestão e uso do espectro e como os Estados Unidos trabalham o tema e como se incentivou o leilão para a banda larga nesse país.

“Hoje se discute muito, mas nada sobre o uso exclusivo da faixa, hoje o tema é o compartilhamento” e nele como, por exemplo, se trabalha o licenciamento coletivo e individual “como uma abordagem totalmente revolucionaria”.

Balduino explicou o que é o “White Space em 470-698 MHz”, uma faixa que pode ser utilizada coletivamente, e como este espaço poderia ser utilizado no Brasil. “Nos Estados Unidos já existem sistemas compartilhados em esta faixa. Este sistema de gerenciamento é colectivo e pode ser utilizado por vários utilizadores, mas não garante a não interferência, e não permite uma previsão de qualidade de serviço”.

Ele disse que o “Brasil tem de se preparar para o acesso coletivo, porque o White Space veio para ficar”, o que temos de ver e resolver “é como o vamos a utilizar”. Por outro lado, disse que no licenciamento compartilhado licenciado (LSA) haverá “novos usuários mantendo os incumbentes na faixa” o que “significa uma revolução regulatória” com “acordos especiais entre o “regulador, o incumbente e o licenciado”.

“Precisamos nos instruir para não ser tomados de surpresa, porque os estudos ainda são inconclusivos, mesmo com relação aos White Spaces” porque o mundo broadcast “passa por um cenário indefinido que até 2019 será resolvido”, afirmou o diretivo da Abert.

O outro ponto relevante na palestra de Paulo Balduino foi a situação dos Estados Unidos onde se trabalha com uma proposta de “leilão incentivado no qual, entre outras coisas, o radiodifusor sai do ar e pode vender o espaço. Também pode acontecer que o radiodifusor passe do canal U para V; de V alta para V baixo; ou compartilhando canal no qual pode haver 6 MHz para radiodifusão e 6 MHZ para leilão; com o objetivo do FCC de limpar a baixa”.

Balduino afirmou que os “Estados Unidos continuam achando que o que é bom para eles deve ser bom para todas as Américas, e nós no Brasil não estamos de acordo com esse compartilhamento porque uma vez que se abre o espaço a banda larga móvel, crescem os obstáculos para o crescimento da radiodifusão”.Ele finalizou dizendo que “é preciso unir-se e definir estratégias de trabalho” para enfrentar o que ele definiu como “apetite insaciável da banda larga”.

O SET SUL 2015, Seminário de Tecnologia de broadcast e novas mídias Gerenciamento, produção, transmissão e distribuição de conteúdo eletrônico multimídia, terá importantes palestras, com destaque para o desligamento da TV Analógica, migração das AMs para a faixa FM, 4K, infraestruturas IP e interiorização da TV Digital, entre outros.

O seminário se realiza nos dias 12 e 13 de Maio de 2015 em Curitiba, Paraná, das 9:00 às 19:00H na Universidade Positivo Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 Curitiba – Paraná, e conta com a parceria Institucional: RPC TV/Universidade Positivo.

Confirma a programação completa em:

http://www.set.org.br/eventos_regionais_sul.asp?ano=2015

Por Fernando Moura, em Curitiba

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