Análise da integração na produção de conteúdos, sistemas irradiantes e eficiência energética na indústria audiovisual fecham o SET SUL 2016

Medidas se colocam como primordiais na redução dos custos das emissoras, em um momento de evolução gradativa das tecnologias de captação de imagens e de mudanças nas formas de tráfego de sinal de vídeo do SDI ao IP

raquel

Raquel Oliveira (SNews) voltou a alegrar os regionais da SET. Em Poto Alegre, a jornalista propôs uma dinâmica para introduzir a sua palestra, na qual mostrou aos broadcasters a importância de não ter medo das mudanças quando elas são necessárias: quem se dispôs a abrir a caixa entregue pela palestrante, de pronto, encontrou dois chocolates ao violar o lacre. A surpresa animou os engenheiros no auditório da Unirriter, em Porto Alegre

Iniciando a tarde de palestras do segundo dia do SET Sul 2016, o engenheiro de suporte à vendas da Sony, Erick Soares, apresentou uma “visão geral das inovações tecnológicas oferecidas na era Beyond Definition“.

Soares falou de questões relacionadas ao UHD – como o HFR, o HDR, o Wide Color Gamut – e das implicações do tráfego de sinais em IP/4K. Outros aspectos da experiência “Além da Inovação” destacados pelo representante da Sony foram às contribuições multilink via 3G ou 4G, com streaming ao vivo, e o tráfico de dados gravados da rua diretamente para a emissora, e da rua para a nuvem, com as equipes de produção podendo acessar esse conteúdo de qualquer lugar.

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Erick Soares (SONY) apresentou questões relacionadas ao UHD, como o HFR, o HDR, o WCG

“Também é importante pensarmos em edição durante gravação. Essas são algumas das tecnologias que trazem benefícios aos broadcasters. Qualidade de imagem é fundamental, mas, já não é tudo”, concluiu soares.

Quem também falou aos congressistas do SET Sul 2016 na tarde do segundo dia do evento foi o gerente comercial da IF Telecom José Roberto Elias. Em sua palestra, Elias abordou aspectos técnicos e econômicos relativos à escolha de antenas de FM e de TV Digital e ressaltou cuidados importantes na implantação dessas novas tecnologias. “Precisamos dar confiabilidade aos nossos clientes. Depois que uma antena é instalada, não se pode querer subir no topo da torre para trocar. A escolha da antena recai no perfeito balanceamento entre o sistema, a outorga e a localização da emissora. É preciso fazer uso de ferramentas de simulação e de manchas de cobertura para preservar esses investimentos”.

Paulo Damasceno, da Hitachi Kokusai Linear, mostrou a nova geração de equipamentos da companhia, uma linha de produtos focada na eficiência energética e na redução de custos. “Após o filtro, [a eficiência] pode chegar a 42% na nossa família de transmissores digitais UHF E-Compact. São equipamentos com maior densidade de potência e, ao mesmo tempo, mais compactos, por isso o nome da família. Mecanicamente, estes equipamentos foram pensados com gavetas menores, fonte redundante, além das funções que já possuíam os produtos da antiga família de transmissores da Linear. A fonte também passou a ser hotswap, assim como os acessos à ventoinhas e fontes de ar”.

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Paulo Damasceno (Hitachi Kokusai Linear) fala em Porto Alegre a uma plateia interessada

“A eficiência energética é algo que todas as emissoras buscam hoje. O desafio de todo fabricante é conseguir equalizar um equipamento eficiente com bons níveis de MER e de equalização. Isso implica na relação de custo do equipamento. Um equipamento eficiente é um equipamento mais caro. Mas, esse custo pode ser pago com a redução de consumo de energia. Há equipamentos que se pagaram em dois anos, por proporcionarem economia de energia de 50% em relação aos antigos transmissores. Além disso, esses equipamentos reduzem a dissipação de calor, o custo com manutenção e a refrigeração dos aparelhos”, ponderou o executivo da Hitachi.

Automatização e integração da produção jornalística

Em uma palestra descontraída, intitulada “Integração de sistemas: otimização do tempo e agilidade de processos”, Raquel Oliveira, analista de treinamentos da SNEWS, argumentou que existe uma crescente demanda de softwares para automatização de processos dentro das empresas jornalísticas de radiodifusão.

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José Roberto Elias, abordou aspectos técnicos e econômicos relativos à escolha de antenas de FM e de TV Digital

“Com um iPad ou tablet, geramos economia na impressão, agilidade na produção, envio de matérias para os e-mails dos jornalistas, permissão de acesso a usuários e integração entre praças, além de economia em ligações, mobilidade, facilidade na comunicação interna com chats no software e integração entre os funcionários da emissora”, argumentou Raquel.

“A automatização nas redações está bastante avançada. Faltaria desenvolver integração com os repórteres na rua e os editores, nas ilhas de edição, no playout, no MAM. A plataforma da SNEWS já possibilita essa integração”, finalizou a jornalista.

O SET Sul aconteceu nos dias 31 de maio e 1º de junho de 2016 no Centro Universitário Ritter dos Reis/UniRitter, campus Zona Sul em Porto Alegre (RS)

Por Gabriel Cortez, Fernando Moura  e Paulo Galante (Porto Alegre). Fotos: Gabriel Cortez

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