Operadoras de satélite apresentam soluções para o futuro em 4K

satelitesMercado de engenharia satelital passa por revitalização com as novas tecnologias de transmissão de conteúdo e as novas opções de tráfego de sinal

Na manhã do dia 26 de agosto de 2015, os congressistas da 27ª edição do Congresso da SET discutiram a Evolução do segmento satelital, em um momento de transição do HD para o Ultra-HD e em um contexto de emergência das tecnologias IP nas soluções de infraestrutura de tráfego de sinal.

Os palestrantes Rodrigo Campos (Eutelsat), José Édio Gomes (Hispamar), Márcio Assis Brasil (Intelsat), Jurandir Pitsch (SES), Geraldo César de Oliveira (Embratel Star One), Romildo Lucas (Telesat), e Márcio Tiago (Iasat) discutiram as tendências deste mercado e apresentaram os seus produtos para as transmissões dos Jogos Olímpicos de 2016. José Raimundo Cristovam (SET e Unisat/Globosat) foi o moderador da sessão, que ocorreu na sala 17 do pavilhão vermelho do Expo Center Norte.

Rodrigo Campos (Eutelsat)

Rodrigo Campos (Eutelsat)

Rodrigo Campos, diretor-geral da Eutelsat no Brasil, afirmou que a empresa “está para lançar mais seis satélites para o mercado global. Para o Brasil, vamos lançar o 65WA no ano que vem”. O congressista disse, ainda, que “a compra das televisões de tela plana está crescendo rapidamente e as produções em UHDTV também. Para 2020, a expectativa é ter 200 canais Ultra HD, 100 mil telas UHD, e 50 mil HEVC Set-up-boxes no mundo. Para 2025, a projeção é de 1000 canais UHD, 500 mil telas 4K, e 400 mil HEVC Set-up-boxes instalados. O ciclo de maturação do UHD vai ser menor do que o cilco de transição para o HD. A Eutelsat está preparada para isso”, finalizou.

De forma contrária, José Édio Gomes, diretor de operações da Hispamar Satélites, ressaltou que “para aproveitar o UHDTV melhor, é preciso ter telas grandes. Mas, obviamente, nem todo mundo pode comprar telas grandes, por conta do custo. Então, a transição para o UHD deve ser mais lenta do que a transsição para o HD. Apesar disso, a gente vê cada vez mais pesssoas querendo assistir os programas on demand, em diferentes telas. Esses fenômenos também estão modificando o mercado satelital”, destacou.

Márcio Assis Brasil, diretor de vendas da Intelsat, também falou da mudança de paradigmas e lembrou que o consumo de vídeo na América Latina está mudando. “120 mil lares terão acesso à banda larga no continente até 2022, sendo que 52 mil destes lares serão do Brasil. A penetração dos smartphones será de 70%, em 2020, e 86% dos usuários de internet assistirão a conteúdos de vídeos em dispositivos móveis. Isso vai exigir uma grande mudança porque é uma transformação no consumo que gera um aumento na busca por soluções de capacidade satelitais. Para a Olimpíada de 2016, a Intelsat prepara o IntelsatOne Prism, o nosso produto de transmissão híbrido, que permite uma solução unificada de hub compartilhada com rede híbrida (satélite e terrestre), para video linear, transferência de arquivos, acesso à internet, e transmissão de dados”, contou.

Jurandir Pitsch (SES)

Jurandir Pitsch (SES)

Jurandir Pitsch, diretor para a América do Sul da SES, destacou o fato de que, “hoje, com a internet, conseguimos distribuir tecnologia para qualquer lugar. A nossa empresa é incentivadora do desenvolvimento do Ultra-HD, assim como fomos do HD. Em novembro do ano passado, fizemos a primeira transmissão 4K ao vivo, via satélite. O vídeo representa mais de 50% do nosso faturamento. Já assinamos mais cinco contratos de distribuição de conteúdo UHD e, inclusive, para o Brasil, estamos com um canal disponível, caso haja interessados. A boa notícia é que tem muita capacidade chegando, e muita capacidade disponível com a banda Ka. As novas arquiteturas estão permitindo uma redução de custos em Megahertz e em Megabits”, finalizou.

A 27ª edição do Congresso da SET acontece de 23 a 27 de agosto de 2015 no Expo Center Norte, em São Paulo. Este é o Congresso mais importante das áreas de engenharias e novas mídias da América Latina reunindo especialistas dos Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina, para debater e analisar a situação atual e as principais tendências em produção, transmissão e distribuição e contribuição de TV. Na edição deste ano o foco passa pelo desligamento analógico da TV e os temas relacionados com esta transição.

José Raimundo Cristovam (SET e Unisat/Globosat)

José Raimundo Cristovam (SET e Unisat/Globosat)

SET Expo 2015

A feira será realizada de terça-feira, 25 de agosto até quinta-feira, 27 de agosto. Este ano, o SET EXPO, Feira de Equipamentos, Tecnologia e Serviços aplicados aos Mercados de Broadcasting, Telecomunicações e Mídias Convergentes espera um público de mais de 15 mil visitantes entre profissionais, empresários e executivos do mercado de produção e distribuição de conteúdo eletrônico de multimídia, incluindo TV aberta e por assinatura, rádio, internet, indústria, produção e telecomunicações.

Mais de 200 expositores, representando mais de 400 marcas nacionais e internacionais vindos de países como Estados Unidos, Canadá, Israel, Coréia, Itália, Espanha, Chile, e muitos outros estarão presentes na edição 2015. Ainda a exposição contará com pavilhões internacionais do Reino Unido, Alemanha, Japão, Argentina e Escandinávia.

Como já é costume, siga a cobertura em tempo real do Congresso e o SET Expo na Revista da SET.

Equipe Revista da SET/ProEx Unesp: Fernando Moura e Gabriel Cortez, em São Paulo

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