Congresso SET 2014 discute se o Brasil está preparado para o switch-off analógico

O Congresso têm 44 sessões e 220 palestrantes distribuídos em 4 auditórios simultâneos

O Congresso teve 44 sessões e 220 palestrantes distribuídos em 4 auditórios simultâneos

Em palestra no dia 27 de agosto, engenheiros da área discutiram e tentaram responder a questão aos congresistas presentes

A palestra “Switch-Off: estamos preparados?”, moderada por Luiz Gurgel (SET) foi umas das que abriram o terceiro e último dia da 26ª edição do Congresso SET, realizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET).

Valderez Donzelli (ADTHEC), José Frederico Rehme (RPC TV), Danilo Rosa (TV Anhanguera), Rolaid Stein e Cristiano Akamine (Universidade Mackenzie) falaram sobre os obstáculos para a instalação do sinal digital até 2016, os problemas do desligamento do sinal analógico e quais as possíveis soluções para que o processo de transição seja bem-sucedido.

Após uma breve apresentação de Luiz Gurgel, a primeira a palestrar foi Valdinez Donzelli, que pontuou que ambos os estudos teóricos sobre o switch-off e a análise de sinal em campo são necessários para que o processo de transição seja bem-sucedido. Ela ainda disse que um obstáculo grande para o sucesso da TV Digital é a divulgação para o público. “Será que o público sabe receber a TV Digital? Será que as pessoas têm conhecimento sobre o que elas precisam e como funciona?”, questionou ela.

Valderez afirma que as emissoras, por outro lado, também teriam que aprender a lidar com os recursos que o SBTVD possibilita, produzindo conteúdo adaptado.

José Frederico Rehme trouxe uma visão mais otimista. Apesar de concordar que algumas colunas precisam ser preenchidas, como incentivar a adesão da população à TV Digital e pensar em um modelo econômico que funcione especificamente para ela, explorando seus recursos, Rehme afirma as emissoras já têm as condições básicas para a implantação do sinal digital: instalações próprias, acesso às tecnologias e treinamentos necessários e até mesmo a possibilidade de vantagens financeiras nesse novo tipo serviço.

“A televisão aberta é fundamental. Ela promove integração nacional, faz campanhas, campanha de vacinação, eleições. A TV aberta é poderosíssima”, ele disse sobre a necessidade de modernizar o meio de comunicação. Além disso, Rehme cobrou dedicação do setor para concretizar o desligamento: “O governo avisou que [o switch-off] seria em 2016 há 10 anos atrás. Se nós não começamos, a culpa é nossa”.

Já Danilo Rosa e Rolaid Stein usaram seu tempo para explanações mais técnicas. Rosa mostrou o case da TV Anhanguera, explicando os problemas que as emissoras enfrentam com áreas de sombra e os dilemas da instalação de Gap Fillers. “Existem três premissas para a instalação de um gap filler que devem ser levadas em consideração”, ele afirmou, pontuando que é preciso analisar o atendimento na área de sombra desejada, a interferência de sinal e a preferência na escolha dos locais de instalação dos Gap Fillers.

Em seguida, Stein falou sobre o caso de algumas centrais da TV Tem (afiliada da Rede Globo), no interior de São Paulo, mostrando como a análise de sinal, interferência e áreas de sombra pode ser feitas através de software para promover o melhoramento da distribuição do sinal.

Por fim, Cristiano Akamine discursou sobre rádio, pontuando as diferenças entres rádios definidos por hardware, rádios definidos por software e rádios cognitivos. “Rádios, enquanto equipamentos que transmitem em frequência eletromagnética, só se comunicam com rádios do mesmo tipo. TV com TV, rádio com rádio, telefone com telefone”, disse. Segundo ele, a solução para esse tipo de isolamento seria o rádio cognitivo, que conta com software de inteligência artificial: “o rádio cognitivo fala com todo mundo. Pode receber um sinal de TV, de celular e de internet, por exemplo”.

O Congresso da SET teve 44 sessões e 220 palestrantes distribuídos em 4 auditórios simultâneos, em um fórum que congregou um grupo seleto de mais de 1.600 profissionais que discutiram as questões mais relevantes do setor intensamente durante um período de 4 dias.

O evento reuniu, de 24 a 27 de agosto de 2014 no Pavilhão Azul do Centro de Convenções e Exposições Expo Center Norte em São Paulo, especialistas do Brasil, Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina, que discutem os principais aspectos da produção, transmissão e distribuição em TV, além de temas relacionados a vídeo, cinema, rádio e internet. Entre os temas destacados está o switch-off da TV, as interações entre TV e Internet, os desenvolvimentos tecnológicos da Copa do Mundo e muitíssimos outros temas de atualidade da indústria

*Lucas Esteves, Revista da SET

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