SET discute transmissão dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Estrutura de transmissão para os Jogos Olímpicos Rio 2016 debatida no último dia do Congresso SET 2014

Estrutura de transmissão para os Jogos Olímpicos Rio 2016 debatida no último dia do Congresso SET 2014

Palestrantes mostram quais são as possíveis soluções para a transmissão dos jogos que se realizarão no nosso país

A palestra “Produção – Projeto Olimpíadas”, moderada por José Amaral (Rede Record) foi umas das que fechou o quarto e último dia da 26ª edição do Congresso SET, realizado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET).

Para discutir os vários aspectos logísticos e tecnológicos da transmissão das Olimpíadas que se realizarão no Rio de Janeiro 2016, estiveram presentes, Márcio Rossini (Embratel), Benjamin Mariage (EVS), John Pearce (OBS), e Neil Ugo (Panasonic).

O primeiro a expor as suas considerações foi John Pearce, que falou sobre a importância da organização da OBS para a transmissão bem-sucedida dos jogos olímpicos. Ao longo das últimas edições do evento, a transmissão tem evoluído em qualidade e sofisticação. Nos Jogos Olímpicos Londres 2012, quase 100% do tempo de competição foi transmitido ao redor do mundo e mais de mil câmeras foram usadas. Para isso, foi necessário um extenso trabalho de planejamento e logística. “O nosso trabalho é importante porque milhares de pessoas assistem os jogos pessoalmente, mas milhões e até bilhões de pessoas acompanham o evento pela televisão”, Pearce explicou.

Para os jogos no Rio de Janeiro, a OBS espera transmitir todo o evento em Full HDTV, áudio surround 5.1 e dispor de quase todas as câmeras com High Motion, afirmou Pearce no Congresso SET.

Márcio Rossini, o segundo a se apresentar, focou sua palestra na infraestrutura que a Embratel terá que construir no Rio de Janeiro para que as transmissões possam ser feitas. Segundo ele, um dos maiores obstáculos a ser superado é a logística geográfica do evento, que irá contar com venues de competição espalhadas por quatro regiões diferentes da cidade.

“Cada uma [das regiões] coloca desafios diferentes para a Embratel no trabalho de prover infraestrutura”, ele disse. Para lidar com esse desafio, o projeto para as olimpíadas deverá contar com mais de 300km de fibra óptica, além de uma estrutura forte para oferecer os links urbanos, domésticos e internacionais. A estrutura deve, assim como na Copa do Mundo deste ano, estar preparada para transmitir qualidade 4K de contribuição.

Para falar sobre a possível parceria com a Panasonic para dar suporte à operação de transmissão das Olimpíadas, Niel Ugo falou sobre as tecnologias que a empresa está disponibilizando no mercado e quais são suas aspirações para o futuro. O destaque da empresa no momento são as câmeras com tecnologias wireless, que podem não só gravar o conteúdo em cartão 2P, mas também fazer o upload dele em proxy através de Wi-Fi ou LTE/4G.

Em termos de qualidade de vídeo, a nova Varicam 35 é um equipamento de dois módulos que capta em 4K quando os dois estão juntos, mas pode ser usada com um só módulo, gravando em qualidade HD e se tornando mais portátil. Além disso, a Panasonic pode oferecer todos os equipamentos necessários para a montagem de um sistema de controle de câmeras.

Por fim, Benjamin Mariage falou sobre a estrutura que a EVS ofereceu trabalhando em parceria com a OBS nos Jogos Olímpico de Inverno realizados em Sochi. Entre as várias contribuições, foram destacados os servidores XT3, disponibilizados tanto para OBS quanto para emissoras detentoras de direitos de exibição do evento. Além disso, uma ferramenta Live Logging permitiu que 30 emissoras licenciadas fizessem busca do conteúdo produzido através de clientes que utilizavam palavras-chaves para facilitar o processo.

Por fim, Mariage falou sobre o sistema de armazenamento usado pela OBS para guardar em tape todo o conteúdo produzido nas últimas edições de jogos olímpicos, o Tape Library Management System.

Após todas as apresentações, José Amaral ainda questionou os palestrantes sobre as inovações que devem ser trazidas para os Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016. “Ainda faltam dois anos, então não dá para garantir muita coisa, mas queremos trabalhar ainda mais com câmeras de High Motion e talvez avaliar o uso de drones, que já exploramos em Sochi”, esclareceu Pearce.

*Lucas Esteves, Revista da SET

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