SET Nordeste 2015: Menos Work e mais Flow!

queretteO último workshop do primeiro dia do SET Nordeste 2015 foi ministrado por João Paulo Quérette, da Alfred. Muito didático e prático, o executivo pernambucano explicou aos presentes no Auditório Central do Centro Universitário Estácio do Ceará, Unidade Moreira Campos, em Fortaleza, por que é preciso “menos Work e mais Flow!”.

Quérette, diretor da Alfred, fez uma retrospectiva da vida da edição não-linear no mundo, com vídeos muitos práticos e educativos. A ideia do executivo foi mostrar a evolução da edição e mostrar uma espécie de linha de tempo deste tipo de edição de vídeo. Para isso, ele explicou as diferenças entre Timeline magnética, skimming, metadados inteligentes.

O executivo trabalhou o conceito com diversos vídeos para que os participantes entendessem quais eram as antigas formas de produção e edição de vídeo, e hoje, as novas ferramentas da edição não-linear e como elas podem acelerar sua edição.

Quérette analisou o Final Cut, editor de vídeo que, segundo ele, quando foi lançado apresentou problemas por ter “maneiras diferentes de fazer a mesma coisa”. Disse que por um problema de estratégia lançaram o produto com “recursos ausentes na primeira versão”. Para ele, a “mudança é a única constante porque o profissional deve ter sempre um olhar para o futuro e a inovação, sabendo que o mercado broadcasting, às vezes, por trabalhar sempre em circunstâncias críticas, não gosta muito de mudanças”.

Falando do Final Cut, Quérette explicou as suas principais características em termos de codecs, e o “ColorSync, uma plataforma que fez com que a Apple chegasse a líder do mercado. Ela permite que os computadores mostrem as gamas de cor que sejam visíveis ao olho humano tentando fazer uma combinação com base na percepção, permitindo que a cor dos vídeos processados no Final Cut seja a mais real possível”.

João Paulo Quérette (Imaginaria/Alfred) explicando aos presentes no SET Nordeste 2015 como funciona o Final Cut Pro

João Paulo Quérette (Imaginaria/Alfred) explicando aos presentes no SET Nordeste 2015 como funciona o Final Cut Pro

O diretor da Alfred avançou para conceitos importantes no gerenciamento de mídia e metadados  no Final Cut 10.2, que permite analisar os materiais através de detecção de mídia, estabilização e criar palavras-chaves na hora do ingest.

“Com a criação da Timeline magnética, a Apple revolucionou as linhas do tempo indo além dos três modelos básicos e permitindo novas formas de edição com integração de sistemas, fazendo com que centenas de plugins estejam integrados ao Final Cut”, afirmou.

A seguir, Quérette mostrou como é possível editar uma peça de jornalismo com o Final Cut Pro 10.2 fazendo uma demonstração prática muito divertida e didática que prendeu a atenção dos presentes. Ele afirmou que “o que vai diferenciar o produto final não é o editor de vídeo senão a criatividade do profissional que fizer o trabalho”.

No fim do extenso workshop, o diretor da Alfred/Imaginaria mostrou como “é fundamental no novo mundo digital que as emissoras saibam que um sistema de MAM pode ajudá-los a resolver os problemas de workflow e preservação de conteúdo audiovisual” que “é tão importante”.

“O vídeo acabou, hoje falamos de dados, de bits”, afirmou Quérette na segunda parte do workshop que foi dedicada a sistemas de arquivamento digital. Assim, ele explicou que hoje precisamos de pelo menos 1 Terabyte por dia para arquivar um dia de programação de uma emissora.

Falando de gerenciamento de mídia, ele disse que “o principal é armazenar os ativos de mídia, que valem dinheiro e são importantes. O que temos de fazer com o MAM é redistribuir o material e continuar a ganhar dinheiro com ele”.

Ainda explicou as representações digitais dos arquivos que precisam ser codificados e decodificados. “Por isso, para definir um arquivo de vídeo temos de ver qual será o invólucro e qual o codec desse vídeo. Isso será fundamental para ver que tipo de compressão tem esse vídeo e, assim, evitar a perda de qualidade”. Para ele é prioritário utilizar, segundo a necessidade, uma compressão Long GOP ou intra-frame.

“SAN, DAS e SAN são tipos de armazenamento”, explicou Quérette afirmando que para um storage local a melhor solução “é a do DAS”. Ele ainda explicou as diferenças dos servidores de arquivos em Rede Gigabit Ethernet que funciona por com sistemas SAN (protocolo de rede).

Para finalizar, o executivo explicou a diferença entre arquivamento e storage, afirmando que a primeira é uma forma de arquivo a longo prazo, um arquivo “offline, ou seja, uma mídia parada que pode ser utilizada nos próximos anos. O SET Nordeste 2015 continua amanhã, terça-feira, 9 de junho de 2015, com diversas palestras.

Veja a programação do SET Nordeste 2015 

SET Nordeste 2015

Rua Vicente Linhares, nº 308, Aldeota, FORTALEZA – CE
Parceria Institucional: ESTÁCIO DO CEARÁ – ACERT – ASSERPE
Carga Horária: 18 horas – 09:00 às 18:00

Por Fernando Moura, em Fortaleza (CE)

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