Certificação UHD, 4K, HDR e virtualização são debatidos no SET Sudeste

Cuidados com as lentes das câmeras também é tema de palestra na segunda manhã do evento

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“Chegará um momento em que não conseguiremos mais utilizar as câmeras antigas com as câmeras novas em HDR nas emissoras”, afirmou Celso Araújo

Ainda na manhã do segundo dia do SET Sudeste 2016, Celso Araújo (SET) falou das mais recentes normas e tecnologias de captação, visualização, processamento e transmissão de imagens em 4K. Ele explicou o que é e como funciona a certificação UHD Premium, uma especificação elaborada por mais de 40 empresas da UHD Alliance lançada em janeiro de 2016, em Las Vegas, na CES.

“A UHD Premium aglutina normas. No que diz respeito à resolução de imagem, utiliza 3840 x 2160 em 4K. Além disso, a certificação determina o padrão HDR SMPTE ST2084 EQTF, com mais de 1000 nits de brilho máximo e menos de 0,05 nits no nível de preto, ou mais de 540 nits de brilho máximo e inferior a 0,0005 nits no nível de preto”.

Na opinião do executivo, chegará um momento em que não conseguiremos mais utilizar as câmeras antigas em conjunto com as câmeras novas, em HDR, nas emissoras. “O futuro nosso já é o HDR. O problema é que ainda não há equipamentos para reproduzir as imagens captadas. Já temos câmeras na Globo com 21 stops. Isso trouxe um problema novo ao mundo UHD”, acrescentou.

O manuseio de vídeos com Codecs HEVC (High Efficiency Video Codec) em 8K é outro problema com o qual os broadcasters devem estar atentos, segundo Araújo. “Precisamos estar preparados para o futuro em 8K. A NHK já está fazendo testes para broadcast em 8K até 2020. É o que será testado também no Museu do Amanhã, pela TV Globo. Em 2017, 2018, já deveremos ter um novo Codec surgindo”.

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Erick Soares (Sony)

“Quando a gente fala de novas tecnologias, não se pode olhar simplesmente para resolução de imagem. Outros cinco elementos também são fundamentais, como o HD, o 4K, o High Frame Rate, o Wide Color Gamut e o High Dynamic Range. Além disso, precisamos pensar em soluções de conectividade IP e transporte de sinais HD/4K/HFR em tempo real e em inovações de workflows para melhorar a eficiência operacional”, ponderou Erick Soares, na comunicação a “Produção Esportiva na Era Beyond Defiition”.

Virtualização

Felipe Andrade, da Snell Advanced Media (SAM), apresentou “A abordagem da SAM para os ‘hot topics’ do mercado: Virtualização, 4K, SDI para IP e Olimpíada 2016” e lembrou que os datacenters, hoje, vem sendo substituídos por blade servers (ou seja, servidores em lâmina) que possibilitam reduzir custos e reduzir espaço operacional nas emissoras.

“Além disso, existem as clouds que nos possibilitam guardar conteúdos em nuvens privadas e em nuvens públicas. Nas nuvens públicas, alugamos espaço no computador de alguém para armazenar os nossos conteúdos. Isso é o que faz sentido hoje”, argumentou.

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Felipe Andrade (SAM) apresentou “A abordagem da SAM para os ‘hot topics’ do mercado: Virtualização, 4K, SDI para IP e Olimpíada 2016”

Andrade abordou, também, a questão do 4K e da migração do SDI ao IP. “Por alguns anos, o 4K ficou restrito às produções em telas grandes ou para zooms dinâmicos. Hoje, o mercado de consumo está empurrando para baixo o preço dos televisores 4K e está se criando uma demanda por conteúdos. O problema, aí, não é produção gravada. Mas, sim, a produção ao vivo. Qualquer produção necessitaria de quatro cabos SDI. E é aqui que o IP entra! Quando falamos em IP, falamos em portas de 10 Gb/s, 25 Gb/s e 40 GB/s. Quando falamos em SDI, chegamos a no máximo 3 GB/s. Em parceria com a Globosat, os switchers Kahuna da Snell terão entrada e saída em IP na Olimpíada Rio 2016”.

Cuidados na conservação das lentes

Mudando um pouco o foco das apresentações e encerrando as palestras da manhã do segundo dia do SET Sudeste 2016, Edson Thomioka, gerente de suporte broadcast da Canon, elencou os cuidados básicos relacionados à conservação das lentes de câmeras digitais em sua exposição.

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Edson Thomioka (Canon)

“Cerca de 30% dos problemas que os nossos clientes tem com as lentes são gerados por má preservação e manejo inadequado dos equipamentos. Todas as lentes, quando são adquiridas, compõem as tampas de proteção, que devem ser utilizadas. Utilizando-se essas tampas, já se minimizam os riscos. Os filtros de proteção também são fundamentais, sobretudo em produções externas”.

A quebra do pino da baioneta é outro problema apontado por Thomioka. “Nós observamos que, em algumas situações, os usuários utilizam força desproporcional na fixação e na desmontagem da lente. Isso precisa ser evitado, assim como a utilização indevida de parafusos não originais”.

SET Sudeste Rio 2016

O SET Sudeste Rio 2016 ocorre nos dias 6 e 7 de julho de 2016, no Auditório do Centro de Convenções Bolsa do Rio de Janeiro, das 9h às 18h.

O evento integra a série de encontros organizados e realizados pela SET em todas as regiões do Brasil (SET Sul, SET Norte, SET Centro-Oeste, SET Nordeste).

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