TV 2020: O futuro da TV Conectada

Boquimpani

TV do futuro é discutida no SET Centro Oeste 2014

Aguinaldo Boquimpani (SET) explicou no SET Cenrto Oeste 2014 as principais tendências e o futuro da TV conectada à Internet. Para ele, os maiores desafios passam por definir, entre muitas coisas, quais são as tendências atuais da indústria de televisão levando em conta a conexão da TV com a Internet. O que muda na descoberta de conteúdo, navegação e entrega do conteúdo?

Segundo ele, é preciso “absorver os novos comportamentos, das novas gerações, e entender as novas tendências”. Boquimpani afirma que os usuários hoje entram em diferentes devices ao mesmo tempo, por isso é preciso integrar a mobilidade, múltiplas telas integradas. “Para isso precisamos integrar o broadcast e o broadband em um mesmo ambiente”.

Boquimpani disse que os radiodifusores precisam entender os novos pensamentos sobre como a inovação tecnológica podem impactar positivamente a integração entre TV e Internet, assim como integrar a crescente oferta de conteúdo online/on-demand e a expansão das novas telas ao ambiente da TV.

Para ele, o futuro está no “padrão IBB (Integrated Boradband & Broadcast) que está sendo desenvolvido pela ITU” e que está sendo estudado pela SET. Este tenta “promover a integração de serviços broadband com broadcast e, desta maneira, aumentar o potencial de oferta de serviços em relação aos serviços possíveis nos sistemas alternativos. Ainda como está o padrão pode ser usado em qualquer padrão ou canal de distribuição de TV Digital – terrestre, cabo, satélite ou IPTV”.

O pesquisador da SET mostrou alguns exemplos de implantações de IBB no mundo e falou sobre as principais características e como o padrão funciona. Boquimpani destacou as aplicações da HbbTV desenvolvidas na Europa e o sistema Freetime que está sendo utilizado no Reino Unido.

Ainda falou sobre o sistema Hybridcast que se utiliza no Japão, uma versão padronizada pelo Opem IPTV Forum Japan que adere aos padrões IBB que trabalha com serviços web a cargo do provedor de serviços.

Entre os principais exemplos mostrados por Boquimpani esteve os serviços Hybridcast integrados com VOD e realização de integração com 2ª tela desenvolvido pela emissora pública japonesa NHK,  que já está sendo utilizado no Japão.

“No Brasil existe uma versão do ginga utilizada pela EBC no Projeto Brasil 4D, que é um exemplo de extensão do Ginga aderente ao Padrão IBB da ITU. E temos opção de avançar no mundo broadcast”, disse o pesquisador que coordena o “Grupo de Estudos SET IBB”.

Para ele, o padrão IBB define uma plataforma que pode integrar serviços de radiodifusão com uma variedade de serviços de distribuição de conteúdo e interatividade via broadband”. Assim, o Ginga-IBB é uma “proposta de plataforma que estende e evolui o Ginga, implementando todos os principais cenários requeridos pelo padrão IBB”.

O SET Regional Centro Oeste 2014, Seminário de Tecnologia de Televisão e Multimídias, Gerenciamento, Produção, Transmissão, Distribuição de Conteúdo Eletrônico Multimídia, Interatividade, Mobilidade, se realiza em Brasília de 21 a 22 de outubro de 2014, no Espaço Cultural da Anatel.

O evento espera receber mais de 200 profissionais do setor na capital  brasileira, e conta com a parceria institucional da Empresa Brasil de Comunicação S/A (EBC – DF). A realização é da SET – www.set.org.br

Por Fernando Moura, em Brasília (DF)

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