TV Digital analisada em Brasília

Valderez de Almeida Donzelli (SET/ADTHEC) moderou a sessão “TV Digital – Overview”, com a presença de Carlos Eduardo Neiva Melo (Rede Legislativa/Astral), Luiz Rodrigo Oppenheimer (Meditel Brasil), e Ricardo Calderon (Eutelsat)

Valderez de Almeida Donzelli (SET/ADTHEC)

Valderez de Almeida Donzelli (SET/ADTHEC)

Carlos Neiva Melo analisou o projeto de Multiprogramação na Rede Legislativa, e como ele está sendo realizado no país. Ele agradeceu pela oportunidade de participação, que é parte do convênio de trabalho conjunto assinado entre a SET e a Astral.

O engenheiro descreveu o sistema de multiprogramação, e como desta forma é possível fazer a transmissão digital e sintonizar a Rede Legislativa nos diversos municípios brasileiros que contam com sinal aberto e gratuito para a TV Câmara, TV Senado, TV Assembleia e TV Câmara Municipal.

Carlos Neiva Melo (Rede Legislativa)

Carlos Neiva Melo (Rede Legislativa)

“A multiprogramação faz com que, de forma eficiente e no campo público, com apenas um transmissor, com recursos compartilhados, o radiodifusor possa emitir 4 sinais simultâneos, reduzindo recursos, com grande escalabilidade de rede”, afirmou Neiva Melo.

Ele disse que o sinal aberto já chega a 30 cidades brasileiras, com cobertura para cerca de 50 milhões de brasileiros. “Efetivamente 3,5 milhões de pessoas assistiram a TV Câmara em 2014”, disse Neiva Melo apresentando dados de uma pesquisa realizada pela Astral.

Para o executivo, a rede é uma forma de “cidadania e de democracia”. Ele explicou que nos próximos tempos na TV Câmara e a TV Senado será realizada a codificação em H.264 em SD com encoder para one-seg e play out. “Assim transmitiremos por satélite em MPEG4, o que irá nos permitir reduzir a quantidade de enconder nas estações de recepção”.

Melo disse que o canal de 6MHz será dividido em 4 transmissões, para isso, explicou quais serão as taxas que serão utilizadas, pensando em que cada segmento terá uma taxa de transmissão reduzida para poder emitir os sinais e permitir a interatividade. “Definimos que a taxa mínima de transmissão será de 2.5Mbs para transmitir em alta qualidade de imagem em padrão SD”.

“Tivemos um avanço muito grande na norma de multiprogramação com a alteração da Norma ABNT NBR 15604:2007, que sofreu a emenda 1:2015 que alterou a norma de receptores da ABNT sobre a multipromação. Foi efetivada no dia 13/05/15 e já esta em vigor, esta seleção sequencial (up & down) obrigatória deve passar pelos subcanais da multiprogramação. Este ponto é fundamental para que o projeto da multiprogramação funcione, já que agora as pessoas quando fizerem zapping passarão pelos subcanais, situação que até hoje era impossível”, concluiu Melo.

Otimização de fluxos de trabalho em continuidade

Na sequência, afirmou que um dos maiores desafios das emissoras é trazer de novo para a TV tradicional os públicos que estão em plataformas como o Netflix. Para isso, Luiz Rodrigo Oppenheimer (Meditel Brasil) afirmou na palestra “Otimização de fluxos de trabalho em continuidade adaptados às novas necessidades de arquivamento, redifusão e plataformas multi-telas” que a indústria mudou.

Luiz Rodrigo Oppenheimer (Meditel Brasil)

Luiz Rodrigo Oppenheimer (Meditel Brasil)

Ele disse que a progressiva adoção de fluxos de trabalho tapeless e a necessidade de tornar rentáveis os conteúdos próprios através de multicanais e plataformas demandam processos e recursos adicionais para a continuidade.

Assim, segundo ele, a continuidade integrada é fundamental, porque os principais “desafios do controle master em ambiente tapelles e multiscreen passam pela otimização de recursos humanos, edição, documentação, que deve ser rápido mediante processos automatizados com a ausência de erros com um mínimo de custo de operação”.

Ele disse que é necessário definir as necessidades de uma solução para enfrentar os desafios mediante alto grau de automatização de processos, mediante uma solução integrada com o ambiente do master atual. Para isso, Oppenhueimer analisou a plataforma QLive da empresa que serve para automatizar, controlar a gravação de canais, atualização automática dos metadados, gestão do FTP, entre muitas outras operações.

Contribuição satelital para a regionalização da TV Digital

Na palestra “Como a Eutelsat pode contribuir para a distribuição da programação das emissoras de Televisão Brasileiras em âmbitos regional, nacional e internacional”, Ricardo Calderon (Eutelsat) explicou as novidades da indústria com respeito a banda para transmissões satelitais.

Ricardo Calderon (Eutelsat)

Ricardo Calderon (Eutelsat)

Ele disse que o desligamento analógico que começa efetivamente em 2016 coloca muitos desafios para as emissoras, e sobretudo aos sinais regionais das emissoras. Nesse ponto, ele explicou as características do satélite EUTELSAT 65 West A, a primeira posição Orbital Brasileira com direito de exploração concedido a duas Operadoras de Satélites devido a que estes terão duas faixas de frequências diferentes.

Calderon explicou que este novo satélite terá  uma ampla abrangência que engloba toda faixa da bandas C e Ku (padrão e planejada),  além da banda Ka, que tem como principal vantagem ser posição tradicional e consolidada para aplicações de vídeo no mercado brasileiro com “todas as capitais brasileiras com ângulo de elevação superior a 50 graus, tornando-a uma posição estratégica para distribuição de programação nas Américas”.

Ainda, disse o executivo, que a empresa aposta na Banda Planejada – Apêndice 30B – que tem como principais vantagens ser “menos suscetível a interferência terrestre devido
à maior distância da faixa de operação do WIMAX em 3.5GHz; menor nível de interferência de satélite adjacente (ASI); disponibilidade de equipamentos de RF e antena no mesmo patamar de preço da faixa padrão; opção de equipamentos que operam simultaneamente nas bandas planejada e padrão”, e, com isso, avançar para o programa de antenas nos head-ends que desenvolve a empresa no país.

O SET CENTRO-OESTE 2015, Seminário de Tecnologia de Broadcast e Novas Mídias Gerenciamento, Produção, Transmissão e Distribuição de Conteúdo Eletrônico Multimídia, terá importantes palestras, com destaque para o desligamento da TV Analógica, migração das AMs para a faixa FM, 4K, infraestruturas IP e interiorização da TV Digital, serviços satelitais, normas e regulações, entre outros. O encontro se realiza nos dias 6 e 7 de Outubro de 2015 em Brasília, Distrito Federal.

O seminário acontece das 9h às 17h no Centro de Convenções Brasil 21 – SHS Quadra 6, Bloco D – Asa Sul 70316-000  Brasília – DF – Brasil, e é realizado pela SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão) com parceria institucional da ABERT e da EBC.

Confira a programação completa em:
http://www.set.org.br/eventos_regionais_centrooeste.asp?ano=2015

Por Fernando Moura, em Brasília

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